Experiências

Fui ver “Comer, Rezar, Amar” no cinema, na verdade a notícia é velha, já faz um tempo que fui, mas na época pensei em escrever esse post e, com a correria do dia-a-dia acabou passando em branco, daí aqui estou eu.

Não gosto de livros de auto-ajuda, também não critico quem gosta, já li alguns mas não é o meu gênero de livros, só isso. Gosto de romances – Saramago pra mim é o maior! -, livros de História – tô a espera do meu 1822 -, de vampiros… Mas definitivamente não de auto-ajuda. No entanto, teve livro mais falado nos últimos tempos que Comer, Rezar, Amar? Não o li por falta de oportunidade porque curiosidade tive muita, daí vem o filme e lá estava a oportunidade de conhecer a história do livro!

Gostei. Para quem não viu ou leu o livro, uma americana, de NY, deixa a vida estruturada dela (marido, casa, trabalho…) para passar um ano viajando. Na Itália ela comeu, aprendeu o valor à família que eles dão por lá… Na índia ela rezou e chegou a conclusão que Deus está dentro de cada um, não importa a maneira como nos dirigimos a ele e, por último, em Bali (ndonésia) com corpo e alma em equilíbrio ela amou, conheceu um brasileiro, se apaixonou, deixou seus traumas e fantasmas de lado e amou. Interessante.

Ha um tempão atrás li a história do Sidarta Gautama, vocês já ouviram falar? Ele foi o primeiro Buda, criador do budismo. Era um príncipe que, cansado de ficar preso aos palácios fugiu para conhecer o mundo lá fora. Passou de principe a pária e por todas as castas que compunham a sua sociedade em uma vida. Sofreu, passou fome… No fim descobriu que o principal na vida é o equilíbrio, uma corda nunca deve estar esticada demais nem frouxa demais. Ele atingiu a iluminação, o Nirvana, como chamam e começou a divulgar uma nova religião: o budismo. Bom, a questão é um pouco mais cheia de detalhes mas melhor não me alongar.

Não quero dizer que a Liz, lá do Comer, Rezar, Amar, atingiu o Nirvana ou o que quer que ela estava procurando, mas lembrei de como é interessante deixarmos a nossa zona de conforto para conhecer o mundo lá fora. Há quem não ligue a isso até porque não é uma experiência muito fácil algumas vezes, mas o simples fato de deixarmos o lugar comum e conhecido para nós, nos faz pensar e entender o mundo de outra forma, começamos a questionar e não tem coisa melhor no mundo que questionar aquilo que todos acham que é o correto. Foi assim que muitas coisas foram e continuam a ser descobertas. Imagina se os antigos filósofos não questionassem coisas obvias para eles na época? Poderíamos nunca ter sabido que a terra era redonda (!!!), pensamento engraçado nos dias de hoje.

Sair da zona de conforto é muito produtivo mas sair para lugares com realidades bem diferentes das nossas é ainda mais! Gautama saiu dos palácios e acabou no meio dos párias, realidade completamente díspar da inicial, assim como imagino que seja alguém sair de Nova Iorque para a Índia!! Estou longe de ser um Gautama mas já saí da zona de conforto. Fui a América do Norte, Europa e África. Vi coisas bem diferentes do meu cotidiano, passei por exeperiencias no mínimo interessantes e sei que sou uma pessoa bem diferente da que saiu daqui ha alguns anos atrás e é por isso que incito vocês a sairem do comum! Busquem novas experiências! Podem até passar por momentos ruins, mas com certeza aprenderão muitas coisas!

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